Saturday, November 20, 2010

dizer sem noção



prurido
pústula
fissura
prostrado
perdoado
pensamento
positivo
analítico
absoluto
de veludo
novo
movo
oiço e questiono a ignorância do meu silêncio
que teima em tudo,
todos,
como que a modos,
inovadores
ilusórios
renovadores de ideias gastas
bastas a ti mesmo
e o passo continua por dar
A morte e a vivência de uma doce melancolia melosa.
Nada tem de nervosa.
Permite pelo menos respirar.
E calas, consentes...
Perdido
Remetido
Pedido.
Pérfido e sem sentido
que sente mas não mente,
em mente
vivamente
sem nada minimamente decente para dizer
lazer 
viver
comer 
morrer.
Pedra descalça,
vazia sem nunca o ter sido.
Parto para a terra do sonho.
Os vivos não me querem mais.
Afinal se aqui estivessem que me diriam?
É apenas mais uma chave perdida,
uma voz tremida,
um rumo incerto de uma incerta certeza.
Esperteza, saloia tem pouco.
Só mesmo o pão, 
porque o chouriço está a fazer.

Como é bom não ter a noção do que para aqui se está a dizer.

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