Wednesday, September 30, 2015

Monday, March 09, 2015

Fósforo


Papel e caneta.
Objectos em desuso 
outrora elementos basilares 
de uma civilização hoje decrépita 
e sem crédito 
fruto dos pobres valores sociais 
morais 
e acima de tudo pessoais...

Mas porquê???
Porque te tornaste assim???
não foi no momento em que te vi
porque aí 
já tu estavas assim 
inerte ao que te rodeia 
te sufoca 
sem dares por ela
estás morto
e feliz da ignorância 
que te passou ao lado 
nesse jeito gingão
e acéfalo que te é característico.

És podre 
tal como a tua vida vazia de significado 
onde as horas passam 
da mesma forma que os minutos 
os anos 
décadas e segundos 
de letargia deficiente
inerte às ondas da civilização... lol..
uma seguida da outra...

A vida é um fósforo
e tu
ardeste.

Image By: KWLynch


Saturday, January 24, 2015

Parar

Existem questões que nos assolam
sem para que tal haja razão 
e tão pouco resposta
sem que nova dúvida se imponha
no lugar outrora ocupado pela certa
que não era mais do que dois dedos de conversa
pensada intensa
mas só os que sentiram
se tocaram 
a um ritmo indefinido de cordas
por entre notas
que tocam no fundo
sem no fundo saberem
que não podem dizer 
aquilo que os olhos não viram. 

E por entre a brecha da janela
entra o sol 
que confessa o seu crime
de ausência da lua
que ainda agora estava ali. 
Veio a luz
tocar na escuridão
para o breu retirar
sem sequer vacilar
respirar talvez
até que algum dia é de vez.

Vês o que me fazes escrever...
O medo presente
na mente dormente
mas mente
sem que te apanhem 
na entranha visceral 
da tua dor viral
causada pelos teus actos vãos 
julgados de valor
de amor algum
que alguma vez esteve entre a  gente.

Tocam as badaladas 
que abalam o inspira-expira
da data.
Não ata, nem desata.
Atrapalha a vida
onde ele acreditava ser o herói
e não era mais que o vilão de si mesmo.

Entre o tic e o tac
vai o debate acalorado de quando acabar.
Até ao momento, 
altura,
tempo, 
minuto, 
segundo, 
em que mais não há mais
do que parar. 

E como tal, 
Parou.

photo by:

troyek



Sunday, January 18, 2015

Olá...

Olá Pietro, 
Olá Ana, 
Olá Tânia, 
E porque nunca escrevo nada
neste momento estou a escrever. 
Não para dizer muito, 
Ou então talvez apenas com o pouco dizer
tudo dizer. 

Olá. 

Olá e Obrigado.

Obrigado. 

Não de escrever, 
porque como disse escrevo porque assim tenho necessidade, 
é compulsivo
e quando o faço não consigo parar. 
Dizer nada e tudo dizer, 
colocando mil palavras e sair daí 
um simples mundo de nada
que por vezes ata
e não desata
escrita de acta
escrita com nata
naquela data
que empata
do fruto maduro colhido antes de tempo
em que nada existia, 
tudo esta incluído, 
vazio e sem sentido, 
mas sentido com tudo. 

Tudo incluído.

Assim foi escrito, 
assim foi dito
e assim foi esquecido.

Atónito e perdido.

Até que se fez silêncio.

Silêncio.

Silêncio.

Silêncio.

xiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuu!!!!


photo by: Olupur