Sunday, November 03, 2019

São vocês o meu presente

Existem forças que vão e vêm
batem-nos como se nada importasse
e pouco importa quando nada se tem 
e tudo se pode
independentemente da vontade alheia
a volúpia semeia 
por entre frestas de portas 
aparentemente fechadas
mas nunca realmente presentes.
Pintas apenas de imaginação 
o medo que oprime
sem que o corpo se aperceba de tal. 

O sono esbatesse
contra a mente que luta para permanecer acordada
enquanto os braços quentes e envolventes 
me puxam para o conforto da atraente alcofa.
Mas não.
Tenho de lutar, 
tenho que escrever,
pintar o que sinto
sem saber o que sinta
onde a verdade 
não me permite que minta. 
Sinto mais que nunca
um pouco menos que ontem 
não menos presente
ou talvez apenas diferente. 
Difere a opinião, 
a visão 
turva com a confusão reinante
por entre forças que aos poucos me vão escapando. 
Sentado do alto do meu trono escrevo,
não sei bem o quê
mas também não importa.
E mesmo que importasse,
quero escrever. 
Tenho de escrever, 
cuspir as letras que me consomem,
encontrar nelas a oração que me liberta, 
por entre traços nunca escritos
das nossas vidas 
perdidas no meio de um encontro ocasional
nada fortuito, 
bem mais que real 
na sua dimensão de total
de inteira parvoíce
vazia de merdinhas que nos chateiam aqui e ali.
 
E porra. 
A música não pára
tal como eu não consigo parar de escrever
mesmo que nada diga.
Mas sabe tão bem 
ver a mente jorrar esta torrente
com as letras pretas a aparecerem no ecrã branco.
Simplesmente deixo-me levar, 
embalado pelo vosso encanto
no meu recanto, 
só nosso, 
meu, teu, vosso..
só nosso.
No próximo parágrafo do próximo dia
que se avizinha 
e nos abençoa com a sua existência.
Para todos os efeitos, 
isto não é um fim. 
Apenas uma pausa, 
em jeito de abertura para o episódio seguinte
da nossa épica história.
Amo-vos,
mesmo não sabendo se sou correspondido. 
Não importa, 
ao contrário do que sinto. 
Não necessito da vossa validação
e por vocês apenas sinto gratidão, 
no pequeno sopro que é a minha vida
no meio desta infinita imensidão. 
 
O próximo passo...
presente.
Agradeço.
 
Sempre Presente. 

photo by: dalaiharma

Tuesday, September 10, 2019

Besta

Sou uma besta
mas preciso de ser amado.

Precisamente por ser uma besta 
é que mais preciso de ser acarinhado. 

Ser uma besta
não foi uma escolha.
Fui empurrado sem que o tenha pedido
E como tal
vital para a sobrevivência do ser
simplesmente reagi aos estímulos mundanos
desta puta de vida
quem em vez de sorrir para mim
substitui o para 
para um de.

A vida não tem culpa. 
É o que é.
Tal como as situações diárias que se abatem sobre nós.
Mesmo que o nós,
 no sentido de ligação seja ilusório.
Não deixa de estar presente 
nas interacções aquando da partilha dum mesmo espaço
pelos nossos corpos.
Ora presentes. 
Ora ausentes.

O monstro precisa de amigos
frase repetida
elevada ao explendor da louca
Já diziam os Ornatos
bem como alguém que se apropria do título para si.
 
Há almas que são lindas.
Lindas sem que se veja
aquilo que as ilusões escolhem.
Por vezes só nos dão vontade de beijar
e tanta gente se queixa da falta dele
mas é um constante negar
sem dar espaço para que tal aconteça.
 
Para não variar
o ritmo e a sequência do texto
é orientada por um onirismo tal
onde mal se percebe
o seu inicio, 
o seu meio
e como se dirige para o fim.
 
Os fins são sempre relativos
bem como a dor associados aos mesmos.
Pautados de dor
ou até mesmo ausentes dela
onde a razão não é mais do que o espaço
que a nossa mente permite.
O sentimento não invade o espaço da razão.
 Às vezes até andam juntas
mas neste caso separadas, 
tal e qual as contas da vida
onde se sente que se deve algo 
sem que nada tenha sido feito para isso. 
 
Mas tudo isto,
que foi dito,
escrito,
filmado, 
descrito, 
nada altera o facto que sou uma besta.
 
E até uma besta 
necessita de ser beijada,
de sentir a entrega completa
sem cobranças.
Ser amada
como eu sempre te amei.
 
https://www.deviantart.com/mleth
 

Tuesday, September 03, 2019

Sólido movimento inerte

Porque tudo pára um dia. 

Um dia tudo pára. 
Olhas em redor e não sabes porquê.
Questionaste da razão 
e além dos sentidos
não tens qualquer indício para a sua origem.

Não deixas de procurar o porquê.

A tua mente é curiosa 
e nada a detém até encontrar o motivo
pelo qual tudo o que estava em movimento
de um momento para o outro
sem qualquer indício da sua fonte
fez parar tudo
sem encontrar vestigios para a sua origem.

Tudo passa
tudo anda
tudo se move.
O pêndulo eterno do ritmo dos dias
abrandados à noite
sem ainda assim se deter
o movimento perpétuo do ser.

Extingue-se a luz
para no momento seguinte voltar a surgir no horizonte
brandando ao céus a alegria da sua existência
por muito que no bréu 
a crença popular o negasse.

Não é por o negar que faz dele menos real...
presente.
Pode até não ter muita força. 
Mas dadas as condições propícias
é ver renascer 
o ser
outrora julgado extinto
mas que agora nada o pode deter.

Qual fénix de além mares
forças circulares
ventos de sudoeste
e o momento presente 
que enrola e ofusca o luar
ao qual lhe sirvo o teu manjar.

Silêncio. 
O menino está a dormir.
E a seus pés todo o mundo se prosta
bem como eu quando te vejo sorrir.

Pic by: solfar

Friday, August 09, 2019

Norte

Estou podre. 

Não mais podre que muitos dos que andam aí. 

Simplesmente podre. 

Não que eu ocupe um volume de monta.
Até estou de dieta e tudo. 
Mas o dia a dia 
que vem desde o dia do meu nascimento 
até ao dia de hoje
deixa-me podre.

Cansado de tudo e de todos.
O peso oprime-me,
puxa-me para baixo,
sem apelo nem agravo. 

Estou podre.
Menos podre do que muitas outras alturas da minha vida
onde desaperecer nem solução era
tudo me apertava
tudo me consumia,
não havia um vislumbre de luz
uma esperança no horizonte
uma razão para lutar
um sentido de viver
onde nem o morrer servia.

Estou podre
Mas diariamente luto para deixar de estar
dia após dia após dia
travo batalhas infinitas 
contra inimigos invisíveis
Um autêntico Don Quixote dos tempos modernos.

Estou podre e luto sem sentido algum,
mas algum sentido tudo isto começa a fazer
a partir do momento em que olhei para ti
e vi o teu sorriso. 

Nesse momento parei 
e simplesmente olhei para ti. 
 
Estou podre
e tudo era negro 
o abismo permanente
a solução para tudo isto... ausente.
Mas tu...
tu... foste o meu presente.
 
Olhei para ti
e sorri.
 
Nesse momento soube que tudo iria ficar bem.
O brilho voltou
o velho virou novo
e o podre transformou-se num quadro em branco 
pronto para pintar com as histórias das nossas vidas.
 
Ainda não estou morto.
E mesmo que o podre volte
não terá hipótese.
Não deixaste de ser a razão 
que me deu o norte.
E o podre só tem como destino a morte.



Pic by: hannahcrackanegg


Tuesday, August 06, 2019

O nome está lá

Rumo a destino incerto
onde o norte parece ser um meio
coberto de obstáculos
embora antecipados
não menos deixam de ser presente.

Um sorriso em forma de letras
ausente presença 
em forma de sentença
a um destino proscrito
onde a luz se faz presente.

Teimo em lutar por algo que acredito
mesmo perdido vejo direcção 
e sentido de algo maior que a vida
em que o coração bate acelerado 
no momento presente.

Este é o teu texto, 
que pode até não ser nada de especial
em oposição daquilo que és para mim.
o futuro é sempre inconstante, 
mas fazer parte do teu mundo 
não é menos do que um presente
e salvo a redundância sempre presente.

pic by: chessasworld

Thursday, June 27, 2019

Espaço

Tudo na vida é espaço. 
O espaço que nos separa.
O espaço que nos une.
O espaço onde a ausência é tudo aquilo que ocupa lugar.
O espaço partilhado por um ou mais seres...
ou coisas.
O espaço geométrico ou abstracto que desenha o sentimento
retratado ou escondido nas acções do dia a dia.
O espaço onde a palavra oprime 
e a falta dela cria vazio 
outrora cheio de emoção
extrapolação elevada ao expoente da loucura.
Assim dizem os loucos cínicos desta vida
preenchida de espaços temporais, 
entre o que é, o que foi e o que poderá ser, 
tingidas dum espaço emocional 
vergado tanto quanto a resistência aguenta. 

É urgente amar
sem superficialismos quotidianos. 
Amar sem suspeitar,
entrega desprovida de egoísmo.
 
Sim, 
isto parece uma manta de retalhos.
Ao fim ao cabo não são mais do que pequenos espaços
unidos uns aos outros, 
tal como tu a mim neste momento.
Eu escrevo.
Tu lês.
Tal e qual um burro a olhar para um palácio. 
Mas NADA nos tira este espaço,
só nosso.
 
pic from: kuldarleement

Friday, November 30, 2018

Sorriso

O que está errado com o mundo
não me atrevo a dizer.
É o medo que marca o passo
e ao lado passo daquilo que seria o destino traçado. 

Ignorando o fim
sem que se tenha entendido o inicio
parto rumo ao precipício
de tombo em tombo
caminho de suplício
suplicando pelo descanso.

A fartura da miséria auto-imposta
fractura que não para de ser alimentada. 
Por certo inventada
não mesmo real no sentir
sem que uma pessoa se veja afogada
no etéreo vazio nada sofrido
sem que alguma dor seja visível
mas o peso sem dúvida sufoca.

Vira a página
e mais do mesmo. 
Vira a página 
e a história repete-se.
Muda de livro
e a história é igual.
Troca de vida 
e ainda assim o resultado não se altera.
Esta puta de vida viciada
mesmo que seja pelos nossos próprios vícios
não são mais do que grilhões que não vemos
e no entanto não conseguimos avançar.

Menos mal que há um sorriso
por aqui, 
por acolá
e com quem nos deixa feliz
não está. 

Ridícula essa vontade de felicidade
procurada em outrem 
pois em nós somos incapazes. 

Por vezes até sorrimos. 

Mas quantas vezes é verdadeiro?

picture by: solagratia


Monday, November 26, 2018

Peças partidas

Somos todos peças partidas de um imaginário tornado real
O reflexo de algo que viveu entre muros invisíveis preso pela imaginação
Do que seria ou será o próximo passo
Sem que todas as variáveis se conheçam. 
Procura-se controlar o incontrolável 
para se ter algum sentido de... controle.
E quanto mais controlamos
mais nos perdemos
perdendo a noção da origem 
ignorando qual será o nosso fim
sem que o fim tenha que se encerrar em si mesmo.
Não outra coisa mais que um novo... principio.
É isto mesmo a vida,
princípios, 
fins, 
meios sem se saber bem o que se anda a fazer. 
Como se algo importasse com algo mais do que a sua vazia inexistência,
Relação superlativa da ausência de ser. 
É preciso morrer...
As mil mortes que se seguem sem um verdadeiro renascer.
 
Somos peças partidas
que rumamos por destinos incertos 
e ruminamos no mal atirado para cima de nós...
Umas vezes indiferente, 
outras mortal, 
outras simplesmente ausente. 
 
Somos peças partidas, 
constantemente à procura de remendo
sentido
anuído de um rumo
em direcção ao desconhecido 
sem que a puta do manual de instrucções desta vida se faça presente. 
 
Já googlei, 
e juro que não o encontrei.  
 
Somos peças partidas
e repito-me pois a minha voz não é ouvida
e se assim for não será por certo por falta de insistência da minha parte.
Parte essa que se mantém em parte incerteza
na incerteza de que algum dia se vá encontrar.
 
Viste-me por aí?

A identificação é fácil. 
Dizem que sou humano
embora muitas vezes não ajam como tal.
Tenho 1.71 segundo diz no BI
e o meu formato mental é tipo uma bola de pinball
que no fundo não é mais do que
uma peça partida.

Sou uma peça partida, 
perdida em si 
num remoinho que não sou capaz de dar vazão 
e a voz que tanto me falta
dado o vazio de ideias.... pelo menos as de jeito...
teimam em não fruir. 
 
Somos peças partidas
E eu sou só um a gritar para o mundo a dizer:
"ACORDEM! ESTÃO TODOS A DORMIR! ACORDEM CARALHO"
...e eu sonho...
 
Mas não são sonhos, 
são pesadelos que teimam em não partir
com receio do que está aí para vir.
 
Somos todos peças partidas
onde a esperança é vã
lamenta-se o sucedido 
e toca a foder o próximo
sem dar oportunidade do anterior se levantar. 
E não... não é das fodas boas, 
mas daquelas que se passa uma vida a lamentar. 
Afinal quanto tiveste que pagar?
Será que algum dia vai parar?
Valeu a pena?
Eu parei,
pois algum dia terei de continuar. 

Parar é morrer 
e eu não te vou dar espaço para me matares.
Sê feliz, 
longe de mim, 
perto de ti.
Fechei os olhos e sorri.

Somos todos peças partidas.

Broken Glass by HelsinkiVampire
Photo by: helsinkivampire

Saturday, September 29, 2018

Areia

A roda da vida está partida.

Poderia até ser apenas ferida
Com tamanha dor 
tal definição não é mais do que um eufemismo 
ao nível de um 
"estás tão linda"
quando aquilo que se pensa é um
"morre longe puta de merda"

Vazio que se descreve inócuo
é tudo mesmo isso.

É um conceito abstracto 
como roda no asfalto
que derrapa furiosamente 
sem sair do mesmo lugar.

Estúpida vontade
velada de desejo
de evitar mal entendidos 
e eles ali jazem ao dobrar de cada esquina
ao ritmo de cada inspiração. 
Basta olhar e... foste.

Foste sem nunca o teres sido. 
Ironia das ironias
que se nega ao que se propõe
muitas vezes por simples ausência de definição
talvez até desprovida de razão.

Que se foda a razão 
e os porquês. 

Talvez o umbigo seja o mais importante
e o que se faz não é mais do que um grão de areia
nesta praia de sentimentos infinitos. 

Infinito ser 
que se encerra em si mesmo.
Ouroboros 
sem o ver.

Morre e deixa viver
para talvez um novo dia resplandecer. 
Vazio refrão
cheio de sentido nulo.
E ainda assim, 
algo sem grande sentido sai, 
da mesma forma que eu desta cadeira
para aquele sofá 
arrastando-me de seguida para a cama.

Até amanhã. 

Pode ser que depois o dia melhor...

Saturday, March 10, 2018

Eu... o utópico...

Quero acreditar no bom senso.... está lá calor.... basta olhar ao redor...

Quero acreditar que as pessoas dizem aquilo que realmente pensam, no lugar de mentir ou se porem com rodeios.... mas..... está lá calor.... é sempre melhor e com muito melhor resultado criar ideias que não correspondem à verdade do que simplesmente confirmar se realmente assim é .... ou não.... Deus nos livre de podermos estar errados.... o mundo acaba.... muito mais fácil julgar e promover a injustiça e discriminação e... pois enquanto não nos toca... encantados da vida... De que outra forma se pode explicar tamanhos actos atrozes??? Está tudo bem enquanto estamos na nossa área de conforto... E ai do primeiro filha da puta que nos venha retirar dessa área....

Quero acreditar que podemos ter/viver num mundo melhor, onde olhamos para a diferença como um valor acrescentado e não necessariamente como algo errado. No fundo, se tudo fosse branco, onde começaria o eu e acabaria o tu? E porque tem mesmo que haver uma separação obrigatória?

Quero acreditar que a união faz a força e não a separação gerada por egos inflamados, orgulhos mesquinhos, incapacidade de nos colocarmos no lugar dos outros.

Quero ser feliz merda. E quem não quer que se foda. De preferência uma foda feliz. Pode ser que dessa forma desamparem a loja e não sejam um empecilho para todos aqueles que querem fomentar o amor no lugar do ódio... E eu estou farto de odiar... a mim... ao mundo... e a quem me rodeia.  Simplesmente não compreendo quem atropela os outros sem apelo nem agravo, lhes deseja mal...

Quero acreditar que todos são capazes do mesmo. Amar, pensar, perdoar, terem capacidade de ser uma versão superior à si mesmos. Não só desejar mas levar o calor e amor ao próximo. E que se fodam (e das fodas más sem direito a orgasmo) todos aqueles que só pensam mal dos outros, pois não são mais do que reflexo do tipo de pessoa que são. But hey... good news... porque sempre foste assim, não tens de continuar a sê-lo. Podes sempre evoluir e a escolha em última instância é sempre tua... consciente ou inconsciente... mas sempre tua... onde os outros não mais podem fazer que te ajudar no processo além do espaço que lhes deres para tal.

Quero acreditar que todos temos a capacidade de ultrapassar a teoria do balde de merda.... podes sempre chegar a dado momento e dizer NÃO.... não vou enfiar a cabeça ali.

Quero acreditar que por muito má que possam ser podemos as situações, sempre dar a volta por cima. Nada dura para sempre. Como ontem alguém me disse, a recompensa não está no final. Reside na viagem. E caralhos ma fodam mas a viagem vai mais que valer a pena. De uma de duas formas.... a bem ou a mal.... Pessoalmente eu prefiro sempre a bem... mas também sei... que sou um gajo assim um bocado para o parvo.

Por isso MUNDO... ouve-me se quiseres.... Mas eu irei lutar para que tu, eu e todos aqueles que estão a meu redor sejam felizes. Mesmo quando, dia atrás de dia, comigo a dar saltos de fé para o vazio... tipo aquela cena do stage dive em que o todo o pessoal se afasta, e me foda todo no chão e ninguém me deu a mão... QUE SE FODA... volto a levantar-me, volto a tentar, volto a foder-me, e volto a repetir todo o processo. Outra vez... Venha a próxima...

Por isso MUNDO... ouve-me se quiseres... Para mim chega.... Só está comigo quem quer e me mereça... se há coisa que aprendi de forma muito dura é respeitar-me e dar-me o valor que mereço. E por esses não vou a menos do que ao fim deste mundo e do outro. Por esses dou a minha vida. Por aqueles que querem andar às minhas cavalitas e me pedem para deitar todo em cima deles... e depois dizem outra vez.... Por aqueles que lutam por mim.... por aqueles que verdadeiramente me amam como sou... e eu a eles de volta.... Por aqueles que não concordando comigo não deixam de estar lá.... Por aqueles que não têm medo de me dizer o que pensam e sentem, porque sabem que vou estar lá por eles....Por aqueles que recusam o meu silêncio... Por aqueles que me dão um biqueiro no cú quando me vou abaixo para me levantar e andar. Para todos esses, sou vosso. O meu coração nas mãos de cada um de vós.... e garanto que tenho coração para todos. Sou vosso, doa a quem doer.
 
 
Picture by: Avine