Maior parte das vezes quando escrevo
nunca sei o que daqui vai sair.
É a feira dos sentidos
imperturbados
ausentes
talvez apenas demorados.
São namorados,
primos e casados.
Aquela ladaínha repetida à exaustão.
Explosão de emoção.
Razão sem noção
Coração
Batente,
neste caso presente,
como tu foste e és para mim
sem que eu saiba bem o que sinto
enquanto ajusto o cinto
para não me deixarem as calças cair.
E no entanto caí.
No ciclo que se repete
vezes e vezes sem conta.
Sem que às vezes me aperceba
que na realidade não são vezes
mas apenas vez.
E vês o que te dizem
mas para variar não fazes caso.
Chamam-te teimoso
mas na realidade sempre gostaste de pensar por ti
mesmo quando a nota que sai é o si
e no fundo só queria o sol
que iluminasse a tua vida
sem eliminar o vislumbre do seguinte.
E segue...
Porque ainda não houve ordem para parar.
E páras...
Não porque te mandam
Mas porque queres.
E se não percebem
fazes-te perceber.
Quer queiram
quer não.
E ainda assim recusas sair daqui sem um sim.
Pois bem...
Se isso é tudo o que necessitas então...
sim.
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