Wednesday, July 26, 2017
Sunday, April 02, 2017
Quero saber de ti...
Quero saber de ti!
Conta-me o que quiseres contar.
Diz-me o que quiseres dizer.
Sunday, January 22, 2017
Novos começos
Sou assim.
Um bocadinho para o parvo até.
Espalho pedaços de mim aqui e acolá
sem razão aparente.
Sente.
Ouve.
Mas não digas.
Refém.
Não convém que a palavra seja incómoda,
cheia de contexto ou sentimento.
O ser recusa-se sentir.
Ouvir.
Viver.
Ter.
Ter a certeza que o dia de ontem passou
o de hoje é presente,
e que por muito mau que tal fosse,
amanhã será um novo dia.
Mesmo que esse dia seja igual ao de hoje...
Ao que passou antes...
Ao que irá ser.
Mas é tudo ilusão.
Não existe crença quando a falta de fé se apresenta.
Contenta o sentimento com um prazer imediato.
Esgota os fundos negros da tua alma.
Limpa-a.... e começa de novo.
Ouço.
O que tens para me dizer.
Por muito que me doa...
...ouço.
E a puta do manual que está por escrever,
desta bíblia que é a vida.
Brotam-nos para fora desse buraco sangrento
e abandonam-nos sem a mínima preparação.
Ilusão.
Continuação...
... do passo
que segue um após outro
outro após um
num movimento perpétuo
uno.
Pára
e
Respira.
Inspira.
Expira...
Mais calmo?
Então comecemos outra vez.
Friday, January 13, 2017
Monday, December 05, 2016
Vês
Eram lágrimas não vertidas
aquelas que jorravam impregnadas
e soterradas no silêncio profundo
mergulhado na dor da sua ausência.
A solução para tudo é a remoção,
o afastamento daquilo que se julga nefasto
quando na realidade não é mais do que sal
à espera de melhor destino distante.
Não quis,
não quero escrever mais
não quero escrever mais
quando a dor da tua ausência é por demais evidente.
A tal ponto que nem sou capaz de disfarçar
nas palavras que deito para fora
pintadas no negro da dor que marca a minha pele
pela ausência do teu toque.
Sinto a tua falta
e não te o posso dizer de outra forma.
Não quis dizer nada,
mas também não consegui dormir.
E o dia é mais um que se passa longe de ti
quando eu te quero aqui,
beijar-te,
tocar-se,
sentir-te,
sem nunca te perder de vista
onde juntos somos felizes,
sem hipocrisias.
Dói-me a tua distância.
E a chuva lá fora grita o que sinto
E aqui me quedo
sem vergar ao sono,
à espera de algo.
O que sei não importa o quê
aproxima
destila
e amo.
Morro,
mas não quero.
Vou-me deitar....
enquanto posso...
pois os olhos não conseguem ver o sonho
talvez real,
talvez cruel,
talvez feliz.
É a minha vez.
talvez real,
talvez cruel,
talvez feliz.
É a minha vez.
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| Photo by: Hclemon |
Tuesday, March 01, 2016
Cura
Longe vai o tempo em que escrevia horas a fio
frases, letras, palavras
exploradas ao milímetro
de fio a pavio
sem que nexo entre elas exista como meio de ligação
a um ser eterno
que existiu não mais do que na imaginação
de um ser imberbe levado da breca
sem que a sua inocência se perda corrompida
pela vazia sensação de se pertencer a algo menor à primeira vista
já bem maior à segunda
onde o sentido não regula de acordo com os ponteiros do relógio.
Algo não está bem.
Mas também não interessa que esteja,
Ao estar perde-se a sensação de busca.
Não que tal tenha que existir.
Tudo em nosso redor não são mais do que meras projeções
fugazes de fogo imaginadas
convertidas em pedra
pinceladas de emoções
muitas vezes desconhecidas do próprio ser.
Óbvio que tudo se mantêm na mesma
dados que os valores vácuos se conteúdo
continuam a reinar
sem controlo da razão toldada por tolos
que não querem mais do que pápas e bolos.
"Mete sal!"
Grita a toda a voz
para se livrar do mal
que aqui está e nada faz.
Fede sem se ver,
fere sem arder
até que não sobra mais do que o simples perder
foder
a doer ou não
diz a razão ignorante da emoção.
Foi bom, não é?
Será.
E sára.
Porque para tudo há cura!
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| by: ephemeraldelusion |
Wednesday, September 30, 2015
Monday, March 09, 2015
Fósforo
Papel e caneta.
Objectos em desuso
outrora elementos basilares
de uma civilização hoje decrépita
e sem crédito
fruto dos pobres valores sociais
morais
e acima de tudo pessoais...
Mas porquê???
Porque te tornaste assim???
não foi no momento em que te vi
porque aí
já tu estavas assim
inerte ao que te rodeia
te sufoca
sem dares por ela
estás morto
e feliz da ignorância
que te passou ao lado
nesse jeito gingão
e acéfalo que te é característico.
És podre
tal como a tua vida vazia de significado
onde as horas passam
da mesma forma que os minutos
os anos
décadas e segundos
de letargia deficiente
inerte às ondas da civilização... lol..
uma seguida da outra...
A vida é um fósforo
e tu
ardeste.
ardeste.
Image By: KWLynch |
Saturday, January 24, 2015
Parar
Existem questões que nos assolam
sem para que tal haja razão
e tão pouco resposta
sem que nova dúvida se imponha
no lugar outrora ocupado pela certa
que não era mais do que dois dedos de conversa
pensada intensa
mas só os que sentiram
se tocaram
a um ritmo indefinido de cordas
por entre notas
que tocam no fundo
sem no fundo saberem
que não podem dizer
aquilo que os olhos não viram.
E por entre a brecha da janela
entra o sol
que confessa o seu crime
de ausência da lua
que ainda agora estava ali.
Veio a luz
tocar na escuridão
para o breu retirar
sem sequer vacilar
respirar talvez
até que algum dia é de vez.
Vês o que me fazes escrever...
O medo presente
na mente dormente
mas mente
sem que te apanhem
na entranha visceral
da tua dor viral
causada pelos teus actos vãos
julgados de valor
de amor algum
que alguma vez esteve entre a gente.
Tocam as badaladas
que abalam o inspira-expira
da data.
Não ata, nem desata.
Atrapalha a vida
onde ele acreditava ser o herói
e não era mais que o vilão de si mesmo.
Entre o tic e o tac
vai o debate acalorado de quando acabar.
Até ao momento,
altura,
tempo,
minuto,
segundo,
em que não há mais do que... parar.
E como tal,
Parou.
![]() |
photo by: troyek |
Sunday, January 18, 2015
Olá...
Olá Pietro,
Olá Ana,
Olá Tânia,
E porque nunca escrevo nada
neste momento estou a escrever.
Não para dizer muito,
Ou então talvez apenas com o pouco dizer
tudo dizer.
Olá.
Olá e Obrigado.
Obrigado.
Não de escrever,
porque como disse escrevo porque assim tenho necessidade,
é compulsivo
e quando o faço não consigo parar.
Dizer nada e tudo dizer,
colocando mil palavras e sair daí
um simples mundo de nada
que por vezes ata
e não desata
escrita de acta
escrita com nata
naquela data
que empata
do fruto maduro colhido antes de tempo
em que nada existia,
tudo esta incluído,
vazio e sem sentido,
mas sentido com tudo.
Tudo incluído.
Assim foi escrito,
assim foi dito
e assim foi esquecido.
Atónito e perdido.
Até que se fez silêncio.
Silêncio.
Silêncio.
Silêncio.
xiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuu!!!!
| photo by: Olupur |
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