Porque uma merda nunca vem só
Thursday, August 28, 2014
Thursday, April 11, 2013
Treme
| photo by: ineedchemicalx |
Saber o que fazer
sem ter medo do acontecer
perder sem morrer
o antes
o agora
e o depois
para voltar ao antes
sem o pois.
Sois
quem sois
porque sois
a sombra da indefinição
latente
jazente
e talvez um pouco tremente
sem que o amanhã te procure.
Ouve sem temer.
Tremer... sempre
que for preciso
e fores capaz
de voltar
a repetir o mesmo passo
sem que se passe
do passado
andado
num mergulhado estado de emoção.
Translacção emotiva
que se traduz
à vaga ideia que a reduz.
Poderia até ser vagarosa
longe da proveitosa
idosa que treme
no abismo que se abriu.
Perdeu-se o fundo,
sem que se visse o fumo
e no mundo
tudo gira sem estar parado.
Irado
por certo levado,
mas a leva não concerta.
Treme,
sem parar,
resultado de um passo perdido
sem passar o resto do dia
no lar que um dia soube a mar.
Sou leão,
imaginação de uma criança
fértil em defeitos
parca em louvores,
deserta pela permanência
do jogo que não pára.
Ri-se sem saber.
Ri-se.
Ri-se porque simplesmente é bom.
E tu, porque choras?
Monday, March 11, 2013
Pedra no sofá
| Photo by: enellphotography. |
À medida que me afundo no sofá
que me abraça na ignorância dos traços
pintados à volta desse vulto que me rodeia
sem que eu veja as suas formas.
Finalmente... encontro o que há muito procuro.
Para ouvir, ouvir e ouvir em repeat,
até que os ouvidos se cansem
pois a mente a tal não se atreve
desconhecendo o que o amanhã trás
em forma de surpresa que já na eminência
de fazer desaparecer a sombra
presente de forma ausente
sem que o doente
seja capaz de libertar a sua mente
e sente
esse ente
que não entende.
As lágrimas que caiem em seu rosto
sobem ao ritmo da prática da repetida tortura
sem razão de ser.
Haver um passo que cai no erro
de não existir na forma que era suposta ser.
São fantasmas escritos nas folhas
de uma ilustre estória
ainda mal contada que não deixa
pedra alguma sem que lhe seja dada volta.
Revolta daquilo que poderia ter sido
e nunca foi por ficar sempre a meio
do seu caminho
mal delineado por falta de lápis talvez...
Bela tendência essa de sentir pena de mim mesmo
sem que haja razão aparente
ignorando a razão para tudo
quando a base não deixa de ser nada mais do que a inacção.
Inepta mente!
Essa forma de escrever.
Wednesday, November 14, 2012
Bi(li)s
photo by:~kekokunkun |
Perceber o que espera ao virar da esquina
sem olhar ao que se vem.
Revê na ausência do ser
que teme sem saber
se há-se temer
o viver
sem tom de morrer.
Pedir sem o dizer
acontecendo sem o antecipar.
Orar outra vez
imerso no ruído lunar.
Sem soluções milagrosas
espera-se o que desdém.
Ao haver um caber
jamais se coloca a questão.
Outro dia que passa,
outro risco desenhado na parede branca
ilustrada em forma de flor,
deforma a visão
que um dia ocupou
o som do tambor
que bate bate sem parar de rufar.
Sem saber o que dizer
continuo a escrever
sem poder delinear as palavras calcadas no meu cérebro
marcado pelo tempo que não passa.
Basta saber que um dia tudo se passou
sem se dar por isso.
Basta saber que no limite da ilusão
jaz o segredo de uma sombra que cheira a incógnita
de uma insensatez melacólica,
bucólica até.
Foi assim que descrevi
o que senti
sem saber que menti.
Pelo menos aqui,
sou mais que a miragem
que um dia projectei
no esplendor de ver nascer a certeza no ventre
da mentira que outrora foi ímpia.
Hoje nada mais diz.
Simplesmente assim o quis.
Diz bis.
Monday, September 03, 2012
Fim
| photo by: animal-e |
Por muito que escrevesse
aquilo que realmente queria dizer
iria sempre ficar em falta para com o que sinto.
Alimento essa ideia de que há um sentido
para tudo o que existe
é feito
dito e pensado
levado ao extremo
onde a lógica,
por vezes desconhecida,
pouco ou nada impera.
Reina a incerteza do momento seguinte,
diz o bom ouvinte
que tapa os ouvidos
enquanto grita
aquilo que a alma chora,
abafando a alegria vivida
assim como eu ignoro as letras que aqui debito
sem uma razão de ser
uma razão de crer
prover sem nunca o dizer.
Deriva de uma onda magnânima
que me inspira a remoer
as cinzas que ainda não se apagaram.
Corta como faca
afiada que está
em vez de um vazio que teima em não encher.
Tinha de haver uma razão para tudo isto...
aqui!
Aqui,
porque o momento é aqui,
aqui onde a diferença pode ser feita.
Do quê para o quê é irrelevante.
Completamente irrelevante.
O importante é mesmo que se faça algo.
Algo.
Algo.
Por momentos temi por ti.
Por me veres assim.
Nem sempre controlo.
Em outros momentos que aqui vivi
dei um nó
e só mesmo o desatei com um fim.
Fim.
Thursday, July 12, 2012
Um conjunto de nadas!
Pérfido o momento
que jaz atento
à sequência de eventos incontroláveis
e tão pouco louváveis.
É mais um tic-tac do tempo
feito remendo
que não pára
e raramente algo faz.
Esse sentimento que me apraz,
origem num rapaz despido do seu próprio preconceito
ruma a eito
sem rumor
nem despeito.
Acha-se no direito de ser mais do que alguém
que nunca foi.
Apenas o tentou ser
sem ceder
à tentação de morrer no ritmo louvável
da existência mais além,
porque o aqui nunca foi bom para mim.
E ouvir para além do som que sai da própria voz
que tanto fala e fala
sem nunca dizer o que realmente quer e o é por direito.
Ausente de uma sintonia que ruma
ao som da melancolia que acolhe no seu regaço.
Tão abrangente e ao mesmo tempo presente
nas palavras que ecoam sala abaixo
sala acima
diz a rapariga,
que ali bem naquele canto sorri para mim.
Não tenho palavras.
Pois todas eles foram usadas ao desbarato
deixando-me preso num acto
que nunca vi chegar.
Vem do mar a canção que me embala
e me traz numa bala
a sensação
coberta de emoção
vazia de razão.
A razia de uma vaga
tornada tormenta
já não revela a alma despida
unida com o seu próprio som inóspito.
Grita do pulpito
o rugido que te fez emergia
dessa tua própria inércia
remanescente de uma existência ausente.
Pensar em não dizer
por receio do acontecer
temer e viver
de mãos dadas rua abaixo
sem o sabor especial do gesto
que se queda no espaço
porque o tempo não pára.
Apenas eu finjo que sim...
Não há limites para a ilusão.
Fonte que não se esgota.
Devolve o novo traço.
Por meio de remendos
segue-se o passo que passou
e nada deixou.
Saberia sem nada dizer.
Assaz... pouco.
Simplesmente fugaz.
Tuesday, May 01, 2012
Semente
Por entre os canais de comunicação
onde a fala se perde
a palavra se eleva
a frase destrói
a rima confunde
o sentimento se funde
na imensidão que é o vazio
preenchido por todo aquele espaço
ocupado pelo nada dentro de todos nós.
Ouve a nossa voz
como se nada mais fosse preciso
para nos encher
desse sentir a que muitos chamam de viver.
Porque perder o que nunca se teve
e não se sabe o que se quer.
Querer
perder
o poder
que nunca teve
ou deteve
sem margem para dúvidas
hesitações
ou tentações.
Toca-me aqui
apenas para ver se ainda sinto.
As terminações nervosas
de quem nada termina
plantando a próxima mina
na esperança de uma vida colher.
Pede um pensamento de louvor
ao temor imperante
reinante que reina
em terreno de Rei posto
Rei deposto
em busca de coração perdido.
Puro lapso
elevado ao pequeno salto
que nunca deu pelo medo de tropeçar no invisível
indivisível pelo próprio ser.
Foi fruto de uma miragem que se colocou ao dispor
de quem veio, viu e venceu
dispôs e colheu o que semeou.
Cuidado com as sementes que plantas.
Thursday, March 22, 2012
Poema da Sunce
photo: zacaria
Eu gostei de um post
Roubei-lhe o pc
e ela não gostou.
Não faz mal...
eu gosto dela à mesma.
Wednesday, March 21, 2012
Tuesday, March 06, 2012
Vislumbre de uma escuridão luminosa
Para se escrever
é sempre necessário haver um tema
por muito que se tema o que é escrito
ou simplesmente vivido
sob a vazia casca a que muitos chamam de vida.
Ida fina e tão pouco segura de si mesma
reflecte as ausências do ser que outrora ocupou o seu corpo.
Morto por agora,
vivo ao dia de ontem.
Permanece um indecifrável mistério
a razão para tamanha confusão.
E eu que pensava que era apenas da minha cabeça.
Se bem que já apresenta algumas dificuldades
em juntar o B com o A para formar o BA.
E não é o BA de Batman
ou Batwoman
que por vezes se confunde com o Bate-me uma.
Tão brejeiro que ele é
e em igual grau preocupado com tal,
como se me pagassem para olhar para o que escrevo
como digo e aconteço.
Na sombra permaneço
sem prestar atenção
ao errante alheamento da nação
vagueando na noção
do "eu sei o que é o melhor para ti"
Toca aqui!
Torna-se fácil desarmar as mentes nuas
que percorrem as ruas
do alto das suas andas
e tão baixo caminham
por entre a podridão
aludindo-se à ilusão
de tamanha pseudo-elevação.
Não há tempo a perder
enquanto pensaria no que fazer
sem encontrar resposta
à demanda que se colocava
subtilmente colada
à aleatoriedade
de tamanha vontade
que recusava vergar
perante impressionante demonstração de inutilidade.
Diga-se o que se disser
o entendimento e perfeição
apenas se encontra ao dispor dos néscios hipócritas
que encontram nas orações
que negam a pés juntos fazê-las
a resposta à questão imperatriz,
matriz dorsal do momento presente.
Responde a verdade.
Não para mim.
Simplesmente para ti.
Tu?
O que fazes aqui?
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