Os dias passam sem que aquele dia mude de onde ele se encontrava
quando tudo aconteceu, pereceu e a vida que prosegue vazia.
Por muito que se procure encher jaz lá...
São só muros que me apertam e me esmagam
não me deixam respirar enquanto eu quero viver
avançar, deixar tudo para trás e não consigo,
Não consigo pois a minha mente volta sempre aquele ponto partida...
bah... partida... palavra engraçada para definir algo que acabou
pois estás sozinho neste mundo
e as lágrimas que vertes caiem no vazio
da nulidade da qual é construida a teia
que a muitos chamam dor de não se sentir amado
não saber o que é estar num sitio onde se é protegido e acarinhado
mesmo quando rodeado de coisas e gestos que te fazem crer
que te querem por perto, ou então tu, simplesmente não sabes interpretar
vives a tua vida engolido pela lassidão de um destino
que te tira o ar que procuras respirar sem uma gota de sangue deitar...
É a raiva que te consome, é a raiva que te faz mexer
é a raiva que te faz respirar e acordar o dia seguinte
porque não é nada disso que te vai levar a algum lado.
A miséria faz-se presente mas apenas porque lhe damos espaço
e não somos capaz de abrir mão daquilo que nos faz sofrer
e nos queremos agarrar com todas as forças como se disso dependesse a nossa vida
A vida que paramos para apreciar a sua morte.
Mas na realidade a partir do momento em que abrimos a mão
e deixamos de olhar para trás... é aí... aí que a nossa vida começa.
Talvez a felicidade esteja realmente lá à frente
como o sol põe no horizonte dando lugar à noite
para cobrir toda a superficie que toca
e a lua lá no alto... em todo o explendor....
perdemos o sol...
ela abraça-nos e diz-nos...
amanhã ele está de volta...
Assim esperamos...
Thursday, July 23, 2009
Tuesday, July 14, 2009
Prémio Pulitzer - Categoria fotografia
Bem... tenho de partilhar isto.... já que só é possível mesmo uma foto mental... neste momento estou a trabalhar... num cafézito simpático... mas deparo-me com uma visão nada simpática.... Ora bem... imaginem. uma cota com os seus .... 50's.... mais vermelha que uma lagosta.... com o seu... diria... 1.75/80 de altura.... deve pesar uns... 90 Kilitos à vontade... está sentada de costas para mim, calcinha branca. sandalinha a condizer com a blusinha roxa... ok... até aí tudo bem.... agora... aquele fio dental ali todo à mostra em que se tivesse até era capaz de ver os pelos da pintelheira era mais do que escusado.... por amor de Deus.... como é que certas pessoas não têm a minima noção da figura que fazem??? Confesso que a esta altura o meu sentimento... se não é de nojo pelo grotesco da imagem... algo perto deve ser.
haja paciência....
P.s.: Cheguei por acaso a referir a parte da celulite e estrias à mistura com o imenso escaldão?
haja paciência....
P.s.: Cheguei por acaso a referir a parte da celulite e estrias à mistura com o imenso escaldão?
chuva
Porque nem só de sol vive o homem, por vezes é preciso a chuva cair lá bem do alto para da terra brotar o alimento que no dia seguinte é servido à mesa do comum mortal...
Monday, April 27, 2009
ilusão
para lá da escuridão também há vida
para lá da luz reside o eco vazio
que preenche a essência de um ser
que um dia tocou o sol
e viu o sorriso iluminar
a sua pálida existência
que outrora passou despercebida ao mundo,
O mundo do comum dos mortais.
Sou apenas mais um que vagueia
por este mar de incertezas
em que o fundo não são mais que corpos
cheios de ocas emoções.
E se um dia, por um dia apenas fosses feliz?
Sempre a eterna dúvida do que é,
do que quer ser, do que foi,
O que um dia fez sentido, hoje não mais o faz,
E será que amanhã o fará?
Não sou visionário
E nem sei se o fosse se ganharia algo com isso.
Desde um sentimento de opressão
passando por uma euforia momentanea
e culminando num vagear sem rumo nem sentindo.
Tudo, mas tudo em determinado momento
deixa de corresponder a uma determinada realidade.
Já bem para além do sono tudo se torna mais turvo,
O medo que se assola,
A tristeza e o sopro gélido de algo que marca um ponto...
Não o esperava, sou sincero.
Até me parecia tudo bem.
Pelos vistos não era mais do que... ilusão...
Ilusão que preenche todo o infímo pedaço do meu corpo
E é essa mesma ilusão que serve como base à esperança.
Na verdade... é difícil com tudo isto
Uma pessoa não se sentir um pouco desapontada.
O que é certo é que num futuro,
se calhar não tão próximo,
Tudo isto será apenas uma memória...
... se a tanto chegar...
para lá da luz reside o eco vazio
que preenche a essência de um ser
que um dia tocou o sol
e viu o sorriso iluminar
a sua pálida existência
que outrora passou despercebida ao mundo,
O mundo do comum dos mortais.
Sou apenas mais um que vagueia
por este mar de incertezas
em que o fundo não são mais que corpos
cheios de ocas emoções.
E se um dia, por um dia apenas fosses feliz?
Sempre a eterna dúvida do que é,
do que quer ser, do que foi,
O que um dia fez sentido, hoje não mais o faz,
E será que amanhã o fará?
Não sou visionário
E nem sei se o fosse se ganharia algo com isso.
Desde um sentimento de opressão
passando por uma euforia momentanea
e culminando num vagear sem rumo nem sentindo.
Tudo, mas tudo em determinado momento
deixa de corresponder a uma determinada realidade.
Já bem para além do sono tudo se torna mais turvo,
O medo que se assola,
A tristeza e o sopro gélido de algo que marca um ponto...
Não o esperava, sou sincero.
Até me parecia tudo bem.
Pelos vistos não era mais do que... ilusão...
Ilusão que preenche todo o infímo pedaço do meu corpo
E é essa mesma ilusão que serve como base à esperança.
Na verdade... é difícil com tudo isto
Uma pessoa não se sentir um pouco desapontada.
O que é certo é que num futuro,
se calhar não tão próximo,
Tudo isto será apenas uma memória...
... se a tanto chegar...
Friday, December 12, 2008
puzzle
Por entre berros, fumo, confusão e superficialidade
jaz um corpo algo inerte
alguns até diriam com tons um pouco para o vivo
em rumo a um som vazio
como se num muro invisível se esbarrasse
Onde dois mais um que nunca foram mais do que dois em um apenas
cobre o corpo de um calor que abraça
E anestesia o corpo em forma de sono.
É apenas mais dia entre muitos que passaram
e ficaram por viver,
as vozes continuam a falar
e continuo sem perceber o que dizem
porque o dizem
como o dizem
o que são e o que querem de mim.
É tão importante quanto aquilo que eu me importo.
O curioso é certas coisas
cairem num tal departamento isolado
de tudo e todos
que revela aquilo que se desconfia
mas não se sabe.
A inépcia da existência que desconhece o que é
e o porque assim se tornou.
Não é importante pois no final
é apenas mais uma peça no puzzle.
jaz um corpo algo inerte
alguns até diriam com tons um pouco para o vivo
em rumo a um som vazio
como se num muro invisível se esbarrasse
Onde dois mais um que nunca foram mais do que dois em um apenas
cobre o corpo de um calor que abraça
E anestesia o corpo em forma de sono.
É apenas mais dia entre muitos que passaram
e ficaram por viver,
as vozes continuam a falar
e continuo sem perceber o que dizem
porque o dizem
como o dizem
o que são e o que querem de mim.
É tão importante quanto aquilo que eu me importo.
O curioso é certas coisas
cairem num tal departamento isolado
de tudo e todos
que revela aquilo que se desconfia
mas não se sabe.
A inépcia da existência que desconhece o que é
e o porque assim se tornou.
Não é importante pois no final
é apenas mais uma peça no puzzle.
Tuesday, December 09, 2008
Um pensamento fofinho...
Quero mais é que esta merda toda vá com caralho da puta que a pariu....
Foda-se....
Foda-se....
Sunday, November 02, 2008
O ilustre desconhecido
Devo admitir que existe um certo conforto inerente ao facto de ter um blog,
onde não sou mais do que um ilustre desconhecido.
Tem uma certa piada E a vantagem que posso dizer
as barbaridades que bem entender sem que receba qualquer tipo de comentário.
Realmente... existe um certo conforto em tal status...
Sem mais nada de útil para dizer...
Como de habitual..
Me despeço...
Com um ... até ao próximo post.
O Ilustre desconhecido.
onde não sou mais do que um ilustre desconhecido.
Tem uma certa piada E a vantagem que posso dizer
as barbaridades que bem entender sem que receba qualquer tipo de comentário.
Realmente... existe um certo conforto em tal status...
Sem mais nada de útil para dizer...
Como de habitual..
Me despeço...
Com um ... até ao próximo post.
O Ilustre desconhecido.
Saturday, October 25, 2008
Ritmo
O ritmo da vida acaba por ser tantas vezes aleatório
Rumando sem qualquer tipo de sentido
Colorido de formas que nada dizem
Mas que marcam um destino atribuído
Por forças que passam invisíveis por entre nós
Eu toco-te mas tu não o sentes.
Não o vês
Ou pelo menos assim o fazes crer.
Mas porquê crer?
Porquê perguntar sequer?
Viver com a incerteza do amanhã
O não saber o que é o correcto,
Ou.. pior... ver e não o fazer.
E se o momento passa?
E se a oportunidade se perde?
Ou o guardar, acumular até ao ponto em que explode...
Não existe ... o ... correcto...
Existe a escolha entre diferentes caminhos
Que te levam ao reencontro
Ou à noção daquilo que uma pessoa crê ser
Crê ter encontrado
E não serve, não cabe no puzzle.
A vontade de o queimar é incrível
É tão bom ser-se feliz... dizem...
E valerá a ilusão?
All that we were
All that we are
Remains in the void
To be seen by the untouched souls
That wander looking for the next fix
The next scandal.
The color of her eyes remains to be told
Because the secret is too thick, dark and scary.
Hold that train of thought
Move closer to your awaited destiny…
Gloomy
Painted with white shadows
Unsecure and alone,
Moving step by step
Running errand on a lost track.
The forest awaits you.
Please… do enter…
Please do remember my name when I leave,
Maybe for good,
Maybe just for a while,
Still, the destiny,
Only the gods know…
Rumando sem qualquer tipo de sentido
Colorido de formas que nada dizem
Mas que marcam um destino atribuído
Por forças que passam invisíveis por entre nós
Eu toco-te mas tu não o sentes.
Não o vês
Ou pelo menos assim o fazes crer.
Mas porquê crer?
Porquê perguntar sequer?
Viver com a incerteza do amanhã
O não saber o que é o correcto,
Ou.. pior... ver e não o fazer.
E se o momento passa?
E se a oportunidade se perde?
Ou o guardar, acumular até ao ponto em que explode...
Não existe ... o ... correcto...
Existe a escolha entre diferentes caminhos
Que te levam ao reencontro
Ou à noção daquilo que uma pessoa crê ser
Crê ter encontrado
E não serve, não cabe no puzzle.
A vontade de o queimar é incrível
É tão bom ser-se feliz... dizem...
E valerá a ilusão?
All that we were
All that we are
Remains in the void
To be seen by the untouched souls
That wander looking for the next fix
The next scandal.
The color of her eyes remains to be told
Because the secret is too thick, dark and scary.
Hold that train of thought
Move closer to your awaited destiny…
Gloomy
Painted with white shadows
Unsecure and alone,
Moving step by step
Running errand on a lost track.
The forest awaits you.
Please… do enter…
Please do remember my name when I leave,
Maybe for good,
Maybe just for a while,
Still, the destiny,
Only the gods know…
Uma coisa
Sabes o que me distingue de ti?
Sabes porque é que as coisas,
Nem sempre são como queremos?
Ou então, reduz-se o ritmo,
Deixa-se tilintar a vibração
Que ruma com uma batida de coração
Molhada pela chuva que cai.
Andas pela rua da amargura como dizem
E a chuva não a sentes
Toca-te, envolve-te, abraça-te,
Mas tu segues o teu caminho
Perdido, sem bem saberes onde ou de quem.
Aquelas ruas, aquelas pessoas,
Ou meramente os canais com os barcos
Que esperam ali imóveis
a sua vez para poder cortar
as águas escuras,
num sítio não mais claro.
Tudo neste mundo tem o seu momento,
o seu tempo.
Mas sem dúvida que é a espera que sufoca.
Curioso como a vontade de chorar se acerca,
Te toca, te diz o que sente
E tu... uma pedra.
Mas até as pedras reagem...
E também tu o farás...
Sabes porque é que as coisas,
Nem sempre são como queremos?
Ou então, reduz-se o ritmo,
Deixa-se tilintar a vibração
Que ruma com uma batida de coração
Molhada pela chuva que cai.
Andas pela rua da amargura como dizem
E a chuva não a sentes
Toca-te, envolve-te, abraça-te,
Mas tu segues o teu caminho
Perdido, sem bem saberes onde ou de quem.
Aquelas ruas, aquelas pessoas,
Ou meramente os canais com os barcos
Que esperam ali imóveis
a sua vez para poder cortar
as águas escuras,
num sítio não mais claro.
Tudo neste mundo tem o seu momento,
o seu tempo.
Mas sem dúvida que é a espera que sufoca.
Curioso como a vontade de chorar se acerca,
Te toca, te diz o que sente
E tu... uma pedra.
Mas até as pedras reagem...
E também tu o farás...
Hm...
duas notas seguidas de outras tantas
compõem a melodia que soa
ao ritmo dos pesados pés que se arrastam
apenas para não ficarem parados
num destino perdido
por entre uma névoa transparente
rente ou mesmo sem significado
onde existem muitas possibilidades
para o 1 + 1 ser igual a uma incógnita
tal como tu o és...
o resultado de uma incerteza que se perde
por entre pilares de gigantes indiferenças.
O frio abate-se por entre dedos
que escaldam de um toque que um dia foi familiar.
Perdeu-se o rumo,
perdeu-se o destino,
Mas as letras seguem sendo escritas
por entre olhares distantes
que procuram ocultar a todo o custo
o sentimento que pensam os tornar fracos.
Já diziam que dos fracos não reza a história
Mas não terá a mesma sido construída
com o sangue e suor dos mesmos?
A crença, por vezes, pouco ou nada significa
Se nos deixamos perder por entre a vazia multidão
que nos rodeia
E o mais incrédulo espírito poderia simplesmente perguntar
Como é possível se sentir só no meio de tanta gente?
É assim mesmo a vida...
No fundo, esta, não é mais do que um produto descartável.
compõem a melodia que soa
ao ritmo dos pesados pés que se arrastam
apenas para não ficarem parados
num destino perdido
por entre uma névoa transparente
rente ou mesmo sem significado
onde existem muitas possibilidades
para o 1 + 1 ser igual a uma incógnita
tal como tu o és...
o resultado de uma incerteza que se perde
por entre pilares de gigantes indiferenças.
O frio abate-se por entre dedos
que escaldam de um toque que um dia foi familiar.
Perdeu-se o rumo,
perdeu-se o destino,
Mas as letras seguem sendo escritas
por entre olhares distantes
que procuram ocultar a todo o custo
o sentimento que pensam os tornar fracos.
Já diziam que dos fracos não reza a história
Mas não terá a mesma sido construída
com o sangue e suor dos mesmos?
A crença, por vezes, pouco ou nada significa
Se nos deixamos perder por entre a vazia multidão
que nos rodeia
E o mais incrédulo espírito poderia simplesmente perguntar
Como é possível se sentir só no meio de tanta gente?
É assim mesmo a vida...
No fundo, esta, não é mais do que um produto descartável.
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