Saturday, December 15, 2007

Frustração

Frustrado não é aquele que não realiza

Frustrado é aquele que nem sequer tenta...

Saturday, November 17, 2007

Vida

A vida dá-te sempre razões para te sentires na merda....

... ou então....


... Simplesmente te dá meios para que tu aprendas a não te sentir em tal estado...

Friday, November 16, 2007

Pensar....

Por vezes existem coisas que nos fazem pensar...
Incrível... fazer pensar...
Quem diria que temos essa capacidade...
pensar...
pensar até rima com sonhar,
mas frequentemente a relação entre uma e outra é nula.
nula...
A nulidade frequentemente é um sentimento presente.
Ausente... talvez apenas algumas vezes mesmo o estado de espírito
Escrever, escrever, escrever o que apetecer,
Sem olhar a forma sabor ou sentimento.
Tudo de repente... como que de sacão.
Ai, os erros, o português escrito...
E eu que não ligava nada a isso...
É engraçado,
por vezes perde-se toda a credibilidade por uma palavra mal colocada.
Não será igualmente válido para os sentimentos?
O tempo está ali,
e bate ritmado,
tic tac tic.... tac.
às vezes até faz bem parar,
excepto quando faz muito tempo que estamos parados.
Olhar para o luar...
imaginar como será lá do outro lado...
Torna-se até engraçado
quando caminhamos pé ante pé
num gingar matreiro
como se de uma criança se tratasse
a olhar em seu redor a preparar a partida que vai pregar
E prossegue, meio confiante, meio desconfiada
conduzida pela a incerteza se será apanhada ou não.
O fim desta história pouco importa.
As pessoas insistentemente procuram por um fim para todas as coisas
Mas terá mesmo de ser assim?
Não será isso mais do que uma comodidade mental?
Ouve... Ouve-me... Não penses no que te consome.
Levanta-te e caminha,
Simplesmente caminha.
Esse mesmo trajecto irá te dar oportunidade para a redenção.

Nem sempre as coisas são como nós as pensamos
raramente o são
porque se pensa então?
porque nos rodeiam de energias cujo significado,
cujo sentido desconhecemos?

Ai, o grande plano de todas as coisas,
seres vivos ou não e outros que andam pelo meio.
Vá lá... mais um passo dados
em direcção à incerteza certa.

Saturday, September 15, 2007

um improviso de duas horas

TwinPeaks - Tudo caminhava em direcção a algo que não se sentia
Narag - silenciosos passos no chão de mármore despido
TwinPeaks - o vento cobria as costas como de um manto se tratasse
Narag - e os cabelos soltos, dedilhados
TwinPeaks - perdem-se no pensamento de uma vaga de solidão
Narag - as sombras revezavam o fulgor ígneo
TwinPeaks - olhaste, viste e perguntaste
Narag - com uma doce certeza espelhada nos olhos
TwinPeaks - és feliz?
Narag - Ainda não.
TwinPeaks - com a minha mão quente e gretada afago-te o cabelo
Narag - as ruínas dissolvem-se em cinza
TwinPeaks - quando naquela altura tudo era tão simples
Narag - os sonhos, as mágoas, a mera satisfação
TwinPeaks - damos por nós enrolados num turbilhão de emoções que nos arrastam
Narag - envoltos em aparentes telas de veludo
TwinPeaks - rasgadas por brasas outrora arrancadas aos nossos corações
Narag - encontramo-nos ligados, desfigurados como redemoinhos irados
TwinPeaks - que andam como que perdidos sem rumo nem sentido
Narag - mas presentes, vagueando
TwinPeaks - ouves? consegues ouvir? sentir? viver, respirar aquilo que não tenho para dizer?
Narag - clamas e eu não compreendo e somente rogo que me leves
TwinPeaks - sem condições, crendo apenas no teu ser
Narag - ferem-me saudades inesperadas e, até hoje, desconhecidas
TwinPeaks - e choro... choro sem saber porquê
Narag - e eu imploro indultos com sofreguidão
TwinPeaks - ao ritmo da trovoada, ao ritmo da chuva que lá fora cai
Narag - e no silêncio do interior o silêncio estagna
TwinPeaks - pára por um momento apenas e deixa a pressão te esmagar naquilo que és
Narag - deixa-te cercar por sulcos roucos
TwinPeaks - a água dos rios que corre pelos mesmos acolhe-te em seus braços
Narag - deixa-te reclinado sobre a relva sadia
TwinPeaks - respiras e esperas que te acolham
Narag - como o respirar do próprio mundo
TwinPeaks - o ar... o ar que falta... o ar... dá-me ... ar
Narag - e és liberto, liberto das amarras da gravidade, do solo, do espaço
TwinPeaks - sem saber como flutuo ao som das nuvens que passam por debaixo de mim
Narag - a tua presença dissipa-se no olhar vítreo; já cá não estás
TwinPeaks - por uma vez apenas, por uma voz apenas, por um sabor apenas..
Narag - nem o rumorejar do vento agreste, nem o arrastar das folhas quando o mundo repousa em tons de sépia
TwinPeaks - quem está? quem.... espera, consegues ouvir?
Narag - lanço sussuros que ecoam em vozes indistintas
TwinPeaks - os espiritos juntam-se em torno da fogueira contando histórias de lendas
Narag - o resfolgar crava mais profundas as fendas nos rostos
Narag - o resfolgar cava mais profundas as fendas nos rostos
TwinPeaks - por onde passam as lágrimas que espalham o som que nos faz vibrar
Narag - e se escondem as que hoje não serão descobertas
TwinPeaks - Consegues amar? perguntou-me
Narag - Consegues?
TwinPeaks - é doce o teu olhar, amargo o meu sabor, fujo à questão. Não sei responder
Narag - quanta ânsia me provocavam essas interrupções
TwinPeaks - sem saber o que fazer ou como reagir
Narag - desvanece-se a dimensão do tempo fundindo-se em fragmentos desunidos de ambos
TwinPeaks - ai, mas é tão bom quando se unem
Narag - numa luta emaranhada de memórias destituídas
TwinPeaks - que a pouco e pouco, cada vez mais se fazem presentes
Narag - e reaparece o entardecer ígneo
TwinPeaks - já se faz tarde e tudo o que se acreditava desvaneceu na penumbra de um dia perdido
Narag - como outros cinzelados nos memoriais pardos da recordação
TwinPeaks - apenas uma pedra que jaz no meio do nada
Narag - é todos os dias revivida como se de ávidos espectadores nos tratássemos
TwinPeaks - liga a tv, vê as noticias e de volta à vida cinzenta
Narag - funesta monotonia que nos consome
TwinPeaks - curiosa a mania de escurecer as coisas. No final tudo se resume a um beijo que tudo diz

Thursday, July 12, 2007

Fudível

Curioso como as coisa raramente são como queremos...
Fazemos planos para algo nunca acontecer, E
não sei se será a típica atracção fatal para o desastre natural,
não sei se será qualquer outra causa
que perdura como uma peça de roupa no estendal
à procura que alguém lhe toque,
a leve,
a passe a ferro,
a dobre
e faça com que continue no seu círculo rotineiro.
Tudo isto para dizer, ou melhor, perguntar
se realmente fará sentido fazer planos...
As coisas que se escrevem nem sempre têm de fazer sentido
as minhas raramente obedecem a tal desígnio.
Até acho um certa piada quando uso palavras caras
que nem sequer fazem parte do meu léxico.
Por exemplo, abro o priberam e...
começo por parvoíce...
passo para a demência
depois vou à loucura
sigo para tresvario
dou em delírio com mórbido
e fico enfermiço
mas achacadiço já começa a ser mais rebuscado
fico-me neste ataviamento que nada de jeito diz
Talvez nem seja suposto.
Estou-me a lixar para o suposto,
correr atrás do prejuízo
fazer aquilo que dá na real gana
ser olhar a meios e a fins
atropelando tudo e todos.
Mas o mais grave é que nem sequer um
com licença é pedido
Aí aí aí
a cantar, a saltar, trá lá lá
este texto já deu o que tinha a dar.
erro
erro
erro
.
.
.
.
.
Hora de trocar o fusível


Thursday, June 28, 2007

Os dias

Os dias são passados ao ritmos dos anteriores
Uns mais depressa,
Outros nem por isso...
Mas não é por isso que deixam de ser mais iguais
que aos anteriores...
Essa vozes que me ouvem mas não me lêem
Tocam mas não sentem
Sabem mas não vivem
respiram até aquilo que nunca entenderam
Nem eu sei porque o faço
porque teclo
porque hei-de mesmo continuar a teclar
Existe alguma diferença entre aquilo que se passou
E aquilo que realmente é?
No futuro já nem se fala
Esse não se pára de se alterar...
É conforme lhe dá o vento
O sentido que se dá às coisas que nem se sentem
o tocar por entre folhas de palavras
que as mesmas não seguram...
Fazem uma pessoa inspirar aos soluços
ao ritmo de um som carregado de algo
Não tenho que o definir, nem mesmo escrever
Faço-o neste momento contra a minha vontade
As mãos com vontade própria
palavras próprias que a mente desconhece
Não consegue controlar
Não consegue viver o risco branco que escreve pelo chão
Será a sirumba ou qualquer outro jogo infantil
Qual quê.... o que os putos de hoje querem é mais é Playstation
Ainda aí estás?
Porque lês isto? Pára, ou é algo compulsivo
doença que te afecta e não te permite teres vontade própria
tens de ver a palavra fim para parares, é?
Seja.... FIM!

Saturday, June 09, 2007

Existe.

Existe o ser que vive dentro de nós aprisionado
Ele respira, observa e pensa
Pensa para si mesmo o ser que a sua casca criou
São infindáveis os diálogos entre aqui que se pensa
e aquilo que é.

Dois traços que representam aquilo que queiramos.
A poderosa morreu para uns,
para outros apenas um novo ciclo.

Não existem palavras no mundo que descrevem
o melodrama das palavras da linha acima escrita.

E porque não fazes tu mesmo, pergunta o pobre...
E porque não é o mundo linear?
Porque tem de estar sempre tão cheio de ideias
que de novo nada tem.

O que é certo é que enquanto escrevo
não falo daquilo que realmente quero.
Medo? Talvez. Aproveito a aberta e mais uma vez fujo
envolvido neste latente estado de auto-comiseração
triste com o facto estar triste sabendo que trista não é mais do que um estado
Passageiro ou não, apenas depende de como se lida com a questão.

Os olhos estão pesados, mas a vontade de escrever
aquilo que nunca vou dizer, mesmo que seja escrevendo,
continua presente, da mesma forma que o nó invisível.

A realização das ocas ideias que iam assolando a mente cansada de si mesma
permanecem no ar, como se nada se passasse.

É bonito quando tudo o que está bem acaba bem
sem bem saber os limites que se auto-impõem.

As imagens sujas continuam presentes
gravadas em forma de tatuagem
na parte interna da pele.

E depois?
Em nada se iria alterar.
Engraçado, tanto espaço entre as frases e letras.

Wednesday, April 25, 2007

Hoje é dia 25 de Abril....

E nunca em 31 anos da minha vida esta data teve tanto significado.

Afonso Henriques deu início àquilo que hoje chamamos de Portugal.
D. Dinis deu-nos o português escrito.
D. João II deu-nos metade do mundo.
25 de Abril deu-nos a liberdade de expressão.
E parece-me mais do que justo, nesta data, fazer uma homenagem
a alguém que foi a voz do sentimento português em 74.

Maio, Maduro Maio

Maio maduro Maio, quem te pintou?
Quem te quebrou o encanto, nunca te amou.
Raiava o sol já no Sul.
E uma falua vinha lá de Istambul.

Sempre depois da sesta chamando as flores.
Era o dia da festa Maio de amores.
Era o dia de cantar.
E uma falua andava ao longe a varar.

Maio com meu amigo quem dera já.
Sempre no mês do trigo se cantará.
Qu’importa a fúria do mar.
Que a voz não te esmoreça vamos lutar.

Numa rua comprida El-rei pastor.
Vende o soro da vida que mata a dor.
Anda ver, Maio nasceu.
Que a voz não te esmoreça a turba rompeu.

Por:Zeca Afonso

Friday, April 13, 2007

É fácil

E muito se pode dizer sobre um tema escolhido ao acaso.
Basta acreditar naquilo que se escreve
O modo de descrever uma ausência
de algo presente traduzido em som
som que parece vazio, mas faz-se presente.
De tudo o que poderia dizer,
nada, mas nada sai sem que tenha o aval do ego censor
censura por se escrever algo que não se quer ler.
Uma vez escrito não há volta a dar
Acaba por ter um valor que a palavra não tem.
As acções, essas, por vezes passam despercebidas
E acabam por ser incrivelmente efémeras.

Tu estás ai... eu aqui.
Toco-te sem saber porquê, porque me aproximo
e no entanto imóvel, traído pela minha própria expressão facial
sem saber o que dizer, o que fazer.
Ai, o remoinho... o remoinho, o remoinho
que se faz presente e faz andar à roda, à roda, à roda,
E eu, ainda aqui sentado já com as nádegas a darem de si.
Mais uma vez está na hora.
Hora de ir para a cama.
Ridículo um relógio tic-tac que por acaso até é digital
controlar de tal modo as nossas vidas.
Não tenho nada importante para te dizer.
Mas também, qual a novidade?

Wednesday, April 11, 2007

Por vezes dá-me destas...

Começo a ouvir uma determinada música
E dá-me simplesmente vontade de escrever indiscriminadamente
Sem olhar para a forma, as letras
ou mesmo a essência do que escrevo.

Por vezes pensar cansa demais
E limita a própria essência da escrita
Que fala por nós sem pedir qualquer tipo de consentimento.
Respira o seu próprio ar
Tem a sua própria vida.

Por vezes limitada e atrofiada.
Outra vezes simplesmente exposta
Com o peito aberto às facas que se aprontam
para esvoaçar rumo à destruição
daquilo que um dia viria a ser uma obra prima,
que como o soquéte da Voxx dizia
para não confundir com a prima do mestre de obras

É assim a arte, corriqueiramente vulgarizada como desarte.
Não que o conceito ou visão falhe por muito.
É preciso dar espaço para a criança respirar
Fazendo o que tem a fazer por muito que lhe digam
"É errado"

Erra então para ai à vontade.
É com os erros que melhor aprendes a viver o mundo
Como apenas os teus olhos pintam
tingidos pelos sentimentos de quem não quer sofrer.

Para uns uma dor,
para outros uma lição,
comunhão com um deus que nunca conheceram
ou tocaram
como eu te toco a ti que não lês as minhas palavras.

Melhor assim,
não se gastam
e guardo-as apenas para mim.

Egoísta? Talvez...
Afinal dias não são dias,
premissa que muitos usam e abusam
ao qual eu não sou excepção
prometendo e comprometendo-se com acções que jamais irão cumprir.

E por vezes a surpresa acontece...
Contra todas as expectativas
eis que surge do nada,
como um ar que lhe dá... a ... inspiração.

Como é fácil se iludir os tolos
com papas e bolos.

Basta ter passado pelo...
ia dizer suplício, mas não se aplica aqui...
Que palavra usar então?

Já sei.. fazendo uso da teoria do meio copo cheio ou vazio,
gastando ou ganhando tempo a ler estas linhas.

A minha pergunta, a ti, estranho... ou estranha....
Porque lês estas linhas?
Que procuras encontrar nelas?
Não compreendes que elas são vazias e não falam de nada?

É tão fácil misturar arte... ou pseudo... com ataque pessoal.
A indiferença ou anestesia dos sentidos dá neste tipo de coisas.

Palavras leva-as o vento
Escritos... talvez apenas o tempo.

Xô, este texto já acabou.
Podes ir embora e escrever os teus textos que não falam de outra coisa que não... AmorE.
Dizer que gostas de escritores que nem compreendes o que dizem
o que escrevem.
Parece bem...
Muito menos percebes o sentimento e dizes-te sensível.

Pois é. Descambou isto.
Talvez fosse esse o objectivo de inicio, quem sabe...

Eu sou dos que acredita que tudo acontece por uma razão.
Nem sempre percebo porquê.
Houve um tempo em que nem sempre as coisas eram assim.
Esses tempos estão lá atrás... que nem
fotografias a preto e branco,
paradas, estáticas e sem cor.
São apenas uma imagem.
E mesmo que oiças um piano melancólico a tocar,
está tudo na tua mente.
É apenas uma imagem.

Tens por certo uma visão diferente das coisas.
Não te censuro.
É o teu caminho e eu tenho o meu.
Até poderias partilhar o mesmo...
Para isso é preciso pelo menos dois.

Eu... paro, encosto-me e relaxo-me.
Simplesmente observo.
Até sou capaz de colocar a palavra lágrima aqui pelo meio
mas, nada como uma adaptação referido que
poderia estar piurso com tudo,
mas é difícil me manter assim quando há tanta beleza neste mundo
e não consigo sentir outra coisa que gratidão
por todos os segundos da minha
pequena estúpida vida.

Não tentes perceber.
Um dia, sem dares por ela, irás entender.
No fundo o fim não é mais do que um mero início.