Por vezes simplesmente me ponho a escrever sem ter qualquer tipo de ideia sobre aquilo que dai vai sair.
Por vezes simplesmente começo. Começo sem sequer ligar ao que a minha mente quer dizer.
Os dedos digitam mais rápido que a minha voz interior chegando mesmo por vezes a sabotar aquilo que quero dizer.
Curioso este processo de auto-sabotagem. Mais curioso ainda é quando a dita auto-sabotagem é realizada a uma outra já anteriormente lançada a mim.
Claro que vocês não fazem ideia daquilo que estou para aqui a escrever. Não se preocupem... não é grave. Eu também não faço.
Claro está que assim sendo tudo isto se passa a um nível irracional que esta de tal modo presente que me questiono "será mesmo assim tão irracional?"
O texto? Talvez... O que deixa as letras saírem do seu cantinho escuro? Concerteza que não o será menos.
Mas afinal qual o sentido disto?
Já os Monty Python o perguntavam no "The meaning of life".
São apenas palavras. E no fundo, como costumo dizer, não tem mais peso do que aquele que nós lhe damos. Mas porque dar qualquer tipo de peso a todo este infindável rol de baboseiras dignas de um verdadeiro muro das lamentações?
As perguntas... sempre as perguntas...
Não se e capaz de fazer nada sem meter a merda de uma pergunta pelo meio.
Talvez não seja mais do que fruto da observação atenta de toda a carneirada que nos rodeia. Com a observação rapidamente se formula - não uma teoria, mas um dado adquirido - o facto que a hipocrisia compensa. No fundo, ao escrever isto não o estou a ser menos do que os outros.
Mudando de tema... tem piada, tem... por muitas voltas que se de, o tema será sempre o mesmo. Por vezes apenas pintado com diferentes tons. Cores que reflectem tudo aquilo que não são. O típico lobo em pele de cordeiro.
Por vezes seria bom que tudo parasse... tudo imóvel... sem se ouvir os tic-tac's que estão sempre presentes de modo subconsciente. Andar passo ante passo por entre as gente. Observar os dois lados: O que projectam e o que realmente sao. Depois fazer um exercício. Medir a distancia entre um lado e o outro. E com isto se obteria facilmente um verdadeiro ratio de hipocrisia e/ou auto-ilusão.
Realmente o facto de não se poder colocar aqui acentos chateia um pouco.
Tal e qual como a vidinha de todos os etéreos mortais.
Por vezes seria tão bom se deixar cair a casca de amargura e deixar a criança presa no interior tomar conta.
Gostamos tanto das crianças. Gostamos tanto das crianças que passamos a nossa vida a reprimi-las de modo a terem uma casca como nos.
Por vezes... seria bom se houvesse paz.
Por vezes... seria bom que simplesmente se acreditasse.
Por vezes seria simplesmente bom...
Friday, March 23, 2007
Wednesday, March 14, 2007
Little Arithmetics... para a minha amiga Diana...
Bem que não fui eu que escrevi isto e claro que poderia perfeitamente nunca ter escrito tal coisa:
Into temptation, over in doubt
Black night, neonlight into my house
talking talking talking about
Out of frustration, over in doubt
Hold me now, I'm hoping that you can explain
Little Arithmetics
Got me down, they're fooling me again and again
Little Arithmetics
Got me down
Sometimes I feel like going down south Sometimes I'm feeling alright
Sometimes I feel like I'm over and out Sometimes I'm losing my mind
Talking talking talking about Sometimes the day is the night
Into temptation, over in doubt Sometimes I don't wanna fight
Hold me now,
I'm hoping that you can explain
Little Arithmetics
Got me down, they're fooling me again and again
Little Arithmetics
Got me down
By:dEUS ...
E pronto, estava ouvir isto e... curioso que me lembrei de ti. Não sei, é sempre algo que te me traz à alembradura. Tenho saudades tuas... e esta é/foi ou whatever dedicada a ti... se bem que bem sei que preferes os originais. Pões-te a queixar para a próxima não levas nada.
Açúcar... muito açúcar para quando os enfermeiros vierem-me entregar o bonito colete branco para adoçar a vida.
Into temptation, over in doubt
Black night, neonlight into my house
talking talking talking about
Out of frustration, over in doubt
Hold me now, I'm hoping that you can explain
Little Arithmetics
Got me down, they're fooling me again and again
Little Arithmetics
Got me down
Sometimes I feel like going down south Sometimes I'm feeling alright
Sometimes I feel like I'm over and out Sometimes I'm losing my mind
Talking talking talking about Sometimes the day is the night
Into temptation, over in doubt Sometimes I don't wanna fight
Hold me now,
I'm hoping that you can explain
Little Arithmetics
Got me down, they're fooling me again and again
Little Arithmetics
Got me down
By:dEUS ...
E pronto, estava ouvir isto e... curioso que me lembrei de ti. Não sei, é sempre algo que te me traz à alembradura. Tenho saudades tuas... e esta é/foi ou whatever dedicada a ti... se bem que bem sei que preferes os originais. Pões-te a queixar para a próxima não levas nada.
Açúcar... muito açúcar para quando os enfermeiros vierem-me entregar o bonito colete branco para adoçar a vida.
Thursday, March 08, 2007
Um monte de coisas para dizer
Sim, tenho sempre um montão de coisas para dizer.
Um monte de coisas para dizer.
Todas elas vazias, mas não importa.
O número, sim, esse é que é verdadeiramente importante.
Existem situações em que nos sentimos deveras abençoados,
por tudo o que somos,
por tudo o que tocamos,
por tudo o que passamos,
e este momento não foge a tal regra.
Sou adulto e consigo chorar...
a criança em mim ainda não morreu.
Não foi isso que alimentou o estado actual,
mas não sou capaz de apagar da minha mente a imagem de Rwanda, Hotel Rwanda.
Apenas um filme... eu... europeu... português e impotente perante tal cenário.
Sim, é apenas um filme... os Rwandeses de actores pouco têm...
sofrem perante a indiferença internacional.
Irritar não é a palavra ideal para descrever o meu sentimento.
Que direito tenho eu de me irritar perante tal situação, que moral enquanto eu, como europeu nada fiz... tão pouco sei o que poderia ter feito.
Sei... que durante o meu dia a dia procuro mudar para melhor o mundo "with my own two hands".
Essa mesma mudança começa por mim.
Falar... fácil
E agir???
A Moral... Somewhere to be found....
Um monte de coisas para dizer.
Todas elas vazias, mas não importa.
O número, sim, esse é que é verdadeiramente importante.
Existem situações em que nos sentimos deveras abençoados,
por tudo o que somos,
por tudo o que tocamos,
por tudo o que passamos,
e este momento não foge a tal regra.
Sou adulto e consigo chorar...
a criança em mim ainda não morreu.
Não foi isso que alimentou o estado actual,
mas não sou capaz de apagar da minha mente a imagem de Rwanda, Hotel Rwanda.
Apenas um filme... eu... europeu... português e impotente perante tal cenário.
Sim, é apenas um filme... os Rwandeses de actores pouco têm...
sofrem perante a indiferença internacional.
Irritar não é a palavra ideal para descrever o meu sentimento.
Que direito tenho eu de me irritar perante tal situação, que moral enquanto eu, como europeu nada fiz... tão pouco sei o que poderia ter feito.
Sei... que durante o meu dia a dia procuro mudar para melhor o mundo "with my own two hands".
Essa mesma mudança começa por mim.
Falar... fácil
E agir???
A Moral... Somewhere to be found....
Monday, March 05, 2007
raios parta
Thursday, February 15, 2007
Génio
Hoje tive um cliente que me disse satisfeito com o apoio técnico:
"O meu amigo é um génio"
E penso eu cá com os meus botões:
"Pena é não aplicar esse meu génio naquilo que realmente preciso...."
"O meu amigo é um génio"
E penso eu cá com os meus botões:
"Pena é não aplicar esse meu génio naquilo que realmente preciso...."
Monday, January 29, 2007
O escape...
Que mania de colocar reticências...
Gosto. Deixa a ideia em aberto.
Também é mania de procurar a banda sonora perfeita para escrever.
Neste caso, A Perfect Circle - The Noose.
Quase que rimava... Perfeita... Perfect
Aumento o volume dos Headphones de modo ao som preencher por completo os meus ouvidos.
Talvez nada mais do que na vaga esperança que nada mais entre em minha mente,
dando apenas espaço para o ritmo a que as palavras escritas, não ditas, serem expulsas.
Tudo isto porque simplesmente parece que me falta o ar,
ou sabe-se lá o quê.
Depois sou um tipo difícil de contentar.
Coloco mil e um mp3 no winamp,
misturo-os de modo aleatório
e vou pressionando b, b, b até encontra a dita banda sonora perfeita.
Como acabou A Perfect Circle, agora é Incubus - Southern Girl.
Ok, já me estou a desviar do contexto, da razão pela qual começei a escrever.
Tudo isto porque os testes aproximam-se e eu, aqui, empancado.
Revolto-me contra a minha parvalheira natural e fico-me perante ela, impotente...
à sua inteira mercê.
Por estradas...
Mas que estradas? Que tem isso a ver com o que estou para aqui a fingir que digo.
É da banda sonora.
B, B, B....
Porra, estava difícil.
Do mesmo modo que me está a ser teclar este texto sem sentido.
Não me importo com as consequências vazias e sem sentido do mesmo.
Amanhã, levanto-me, vou trabalhar e passo o dia a dormir em pé.
Responsabilidade é tão simplesmente minha.
Interessante... como se isto me fizesse algo
no género de desfazer o nó que eu próprio atei à minha volta,
ou assim me o querem fazer crer.
Mas com que sentido?
É sempre tão mais fácil culpar os outros pelas coisas cuja responsabilidade não difere da pessoa que lança tais pensamentos.
Está-me a faltar combustível de forma fluida
E com isso, a escrita é directamente impactada.
Desta vez o b não foi suficiente e tive que manipular o aleatorismo da coisa.
Tal como peças de Xadrez, em que somos o jogador e as próprias peças.
As coisas que fazemos e tocamos fazem parte de tudo aquilo que está em redor do fantasma que nos possuí e faz seguir a ilógica do ser sem pensar, nem orar, sem sequer pedir.
Não vale a pena.
O sentimento não se vai lavar ou limpar por si próprio.
Era bom que assim fosse
e que de um toque, de uma explosão,
Tudo fosse renovado e tornado em algo melhor
Um mundo melhor.
Não será afinal isso tudo aquilo que todos queremos?
Uma vida, um mundo...
Gosto. Deixa a ideia em aberto.
Também é mania de procurar a banda sonora perfeita para escrever.
Neste caso, A Perfect Circle - The Noose.
Quase que rimava... Perfeita... Perfect
Aumento o volume dos Headphones de modo ao som preencher por completo os meus ouvidos.
Talvez nada mais do que na vaga esperança que nada mais entre em minha mente,
dando apenas espaço para o ritmo a que as palavras escritas, não ditas, serem expulsas.
Tudo isto porque simplesmente parece que me falta o ar,
ou sabe-se lá o quê.
Depois sou um tipo difícil de contentar.
Coloco mil e um mp3 no winamp,
misturo-os de modo aleatório
e vou pressionando b, b, b até encontra a dita banda sonora perfeita.
Como acabou A Perfect Circle, agora é Incubus - Southern Girl.
Ok, já me estou a desviar do contexto, da razão pela qual começei a escrever.
Tudo isto porque os testes aproximam-se e eu, aqui, empancado.
Revolto-me contra a minha parvalheira natural e fico-me perante ela, impotente...
à sua inteira mercê.
Por estradas...
Mas que estradas? Que tem isso a ver com o que estou para aqui a fingir que digo.
É da banda sonora.
B, B, B....
Porra, estava difícil.
Do mesmo modo que me está a ser teclar este texto sem sentido.
Não me importo com as consequências vazias e sem sentido do mesmo.
Amanhã, levanto-me, vou trabalhar e passo o dia a dormir em pé.
Responsabilidade é tão simplesmente minha.
Interessante... como se isto me fizesse algo
no género de desfazer o nó que eu próprio atei à minha volta,
ou assim me o querem fazer crer.
Mas com que sentido?
É sempre tão mais fácil culpar os outros pelas coisas cuja responsabilidade não difere da pessoa que lança tais pensamentos.
Está-me a faltar combustível de forma fluida
E com isso, a escrita é directamente impactada.
Desta vez o b não foi suficiente e tive que manipular o aleatorismo da coisa.
Tal como peças de Xadrez, em que somos o jogador e as próprias peças.
As coisas que fazemos e tocamos fazem parte de tudo aquilo que está em redor do fantasma que nos possuí e faz seguir a ilógica do ser sem pensar, nem orar, sem sequer pedir.
Não vale a pena.
O sentimento não se vai lavar ou limpar por si próprio.
Era bom que assim fosse
e que de um toque, de uma explosão,
Tudo fosse renovado e tornado em algo melhor
Um mundo melhor.
Não será afinal isso tudo aquilo que todos queremos?
Uma vida, um mundo...
Sunday, November 05, 2006
Tuesday, October 24, 2006
Caminho
Á procura de fugir daquilo que não sabes
Aquilo que não compreendes
alimentado pelo ritmo de uma música
que canta a tua culpa desprovida de intenção.
Tu melhor que ninguém sentes-a
a crescer dentro de ti,
e corres e procuras fugir, fugir e fugir.
E quanto mais corres mais ela te persegue
Mais perto está ela de ti...
Sentes o seu toque, arrepiaste, mas não paras,
Continuas a correr, a correr, a correr,
sem veres o fim do caminho que te leva
ao fundo da escuridão,
que te oprime, oprime, oprime e te sufocas.
Queres respirar e não consegues.
Tudo te pesa, tudo te oprime, tudo te sufoca.
Despes toda a roupa que o teu corpo virgem suporta
mas o sentimento apenas continua a crescer.
E corres, e foges, e corres,
e não consegues te despir do sentimento...
Até que sem forças... cais... e és apanhado...
entre á tua própria culpa, não tens por onde fugir.
És obrigado a olhá-la nos olhos.
És obrigado a olhá-la nos olhos.
És obrigado a olhá-la nos olhos.
O que fazes? O que fazes?
Aceita... Responsabiliza-te... Aprende...
E segue o teu caminho...
Aquilo que não compreendes
alimentado pelo ritmo de uma música
que canta a tua culpa desprovida de intenção.
Tu melhor que ninguém sentes-a
a crescer dentro de ti,
e corres e procuras fugir, fugir e fugir.
E quanto mais corres mais ela te persegue
Mais perto está ela de ti...
Sentes o seu toque, arrepiaste, mas não paras,
Continuas a correr, a correr, a correr,
sem veres o fim do caminho que te leva
ao fundo da escuridão,
que te oprime, oprime, oprime e te sufocas.
Queres respirar e não consegues.
Tudo te pesa, tudo te oprime, tudo te sufoca.
Despes toda a roupa que o teu corpo virgem suporta
mas o sentimento apenas continua a crescer.
E corres, e foges, e corres,
e não consegues te despir do sentimento...
Até que sem forças... cais... e és apanhado...
entre á tua própria culpa, não tens por onde fugir.
És obrigado a olhá-la nos olhos.
És obrigado a olhá-la nos olhos.
És obrigado a olhá-la nos olhos.
O que fazes? O que fazes?
Aceita... Responsabiliza-te... Aprende...
E segue o teu caminho...
Tuesday, September 26, 2006
Algo...
por vezes a vida mostra-nos a luz de tudo aquilo que podemos conseguir fazer com o nosso destino...
Wednesday, July 05, 2006
Hoje não estou á espera que o Download passe...
Simplesmente que o dia acabe
Poderia até referir que tudo me é indiferente
O que não é verdade...
Verdade é que Deus é francês
E como tal tem um sentido de humor
com um certo tom de je ne sais quoi
Os cabrões lá fora já paravam com a buzina.
Mas tudo isto é útil.
Ajuda-nos a adquirir um certo tom de humildade
que nos falta no nosso pessimismo tipicamente português
E ao que muitos poderiam referir-se como apenas um jogo,
É também visto como a arte de pior jogar e ganhar um jogo.
Existencialismo....
O que um jogo de futebol faz a uma pessoa....
Poderia até referir que tudo me é indiferente
O que não é verdade...
Verdade é que Deus é francês
E como tal tem um sentido de humor
com um certo tom de je ne sais quoi
Os cabrões lá fora já paravam com a buzina.
Mas tudo isto é útil.
Ajuda-nos a adquirir um certo tom de humildade
que nos falta no nosso pessimismo tipicamente português
E ao que muitos poderiam referir-se como apenas um jogo,
É também visto como a arte de pior jogar e ganhar um jogo.
Existencialismo....
O que um jogo de futebol faz a uma pessoa....
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